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Família questiona protocolo de identificação do IML

Ponta Grossa

12 de julho de 2018 18:55

João Vitor Rezende

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IML pede prazo de três dias para a comprovação da identidade da vítima, mas familiares garantem que corpo encontrado na quarta é de Nailê Nadelina Mesquita.

Um dia após a Polícia Militar localizar corpo que foi encontrado no bairro do Cará-Cará, uma família ponta-grossense fez o reconhecimento que pode dar fim a um caso com mais de duas semanas de suspense.

A jovem Nailê Nadelina Mesquita estava desaparecida há 15 dias, após sair para encontrar um rapaz. Desde então, não havia sido localizada. Na quarta-feira (11), a mãe Nailê Nadeline dos Santos foi até o Instituto Médico-Legal (IML) e reconheceu as roupas que estavam no corpo encontrado na região do Recanto Verde na terça-feira (10).

Como o corpo está em estado avançado de decomposição, IML deu um prazo de três dias para realizar a todos os exames necessários e comprovar a identidade do corpo encontrado. Porém, a família garante que os restos mortais são de Nailê. “Temos quase 100% de certeza. A foto com a roupa que ela saiu ‘bateu’ com as características do corpo que está no IML”, afirma Andreia Mesquita, irmã da vítima.

Ainda no aguardo da definição, a família clama por justiça: “Nós pedimos justiça, pra que quem fez isso possa ser punido, que esse caso não fique sem ser resolvido. Precisamos saber quem fez essa maldade com ela”, complementa.

O corpo em questão foi localizado em uma mata às margens da Avenida Pedro Wosgrau, no Contorno Leste. Em decomposição, a vítima estava sem documentos e não foi identificada no momento em que os agentes do IML recolheram o corpo. De acordo com os peritos, ela vestia calça jeans e camiseta preta no momento em que foi localizada – as mesmas vestes informadas pela família. Pelo estado do corpo, os agentes afirmaram no momento da localização que a vítima estaria no local há cerca de 15 dias, data que também bate com o desaparecimento de Nailê.

O corpo passará por exames de necropsia que devem confirmar a identidade da vítima, além de auxiliar a Polícia Civil nas investigações a respeito do caso.

Instituto tem procedimento padrão

De acordo com dados informados pelo site do Instituto Médico-Legal, existem alguns procedimentos que devem ser cumpridos para a retirada de um corpo do necrotério. Todos eles precisam passar pela perícia, principalmente em casos de morte violenta, porque os procedimentos e resultados dos exames auxiliam na investigação. Depois de finalizado, a retirada deve ser realizada por um parente com vínculo imediato com a vítima. São consideradas pessoas com parentesco direto e imediato os pais da vítima ou avós, filhos, cônjuges, netos e até os sobrinhos que tenham o mesmo sobrenome. Documentos de identificação são necessários.

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