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Presidente ressalta amadurecimento no Operário

Esporte

14 de setembro de 2018 20:00

João Vitor Rezende

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“Tive que separar o joio do trigo”, diz Álvaro Góes sobre o processo de evolução a frente do futebol no Fantasma

O Operário Ferroviário iniciará 2019 na Série B do Campeonato Brasileiro e na elite do Campeonato Paranaense. Com uma gestão elogiada e reconhecida nacionalmente, o clube prepara a evolução fora das quatro linhas. O presidente do Grupo Gestor do futebol, Álvaro Góes, fala sobre o saldo de sua gestão no clube há dois anos e projeta os próximos passos do futebol profissional da equipe.

Jornal da Manhã - Portal aRede: Como você avalia o seu processo de aprendizado como gestor do clube?

Álvaro Góes: É um aprendizado no esporte, adaptar meu sistema nas empresas para um clube de futebol e isso é um grande aprendizado. Mas isso tem algo em comum que é trabalhar com pessoas. Hoje eu trabalho com mais de 3000 colaboradores e já estava acostumado com isso. Mas é um processo de evolução constante.

JM/aRede: O rebaixamento do Operário em 2016 foi um ponto fora da curva ou foi uma consequência de um processo de aprendizado e amadurecimento que na época ainda era incipiente?

Góes: Em 2015 e 2016, seguia ensinamentos de pessoas que sabiam um pouco mais de futebol do que eu. Foi um aprendizado para mim, onde eu separei o joio do trigo e isso foi muito bom pra esse aprendizado. Pessoas que estavam comigo tomaram decisões erradas, pensaram que por sermos os atuais campeões éramos os ‘leões’. Temos que ter humildade, e esse foi o grande aprendizado.

JM/aRede: O fracasso na Divisão de Acesso do Paranaense em 2017 é visto como um dos principais pontos para a ascensão meteórica do clube, ao manter o técnico em meio a pressão contra o resultado negativo do Operário. Em outra ocasião, você também teria mantido a comissão técnica? Como é tomar uma decisão tão importante como essa em caráter emergencial?

Góes: A decisão que eu tomei foi pelo o que aconteceu no ano anterior. Desde o início, eu queria o Gerson [Gusmão] mas a maioria da diretoria queria o [Antônio] Picoli, e ele veio. Dessa vez, eu tomei a decisão. O time era praticamente o mesmo, mas o comando era outro e eu fui pela opinião das pessoas que estavam comigo, mas que era um pensamento diferente do que eu queria. Isso eu aprendi e fiz diferente.

JM/aRede: Com a vaga na Série B, o calendário de jogos será maior, e logo, exigirá mais dedicação da diretoria. Você e seus pares estão se planejando quanto a isso? O Operário terá profissionais dedicados ao futebol?

Góes: Tenho várias pessoas que me ligam querendo vir para o Operário, mas isso vai ser decidido apenas ao fim do campeonato, conforme o nosso orçamento. Mas temos que ter um cuidado para não acontecer o que aconteceu em 2016, por não poder dar certo. Nós estamos nos profissionalizando, aumentando a nossa estrutura da mesma forma que faço com as minhas lojas, crescendo aos poucos, tendo cautela e estruturando as coisas. Nossas decisões são compartilhadas, em conjunto. Pelo calendário mais extenso, pode ser mais complicado, mas isso vai ser decidido após o campeonato.

JM/aRede: Muitos dos atuais patrocinadores do Operário são seus parceiros comerciais. Como é essa relação com os apoiadores? Existe cobrança em situações como a dos treinos fechados, falta de entrevistas coletivas, já que, em tese, os patrocinadores perdem exposição midiática?

Góes: São pessoas de confiança, que acreditaram no nosso projeto. Temos boas relações com todos, muitos já nos procuraram para renovar o contrato, outros estão demonstrando interesse em novas parcerias. O Mercado Móveis é um dos maiores patrocinadores do Operário, tem muitas placas no nosso estádio. O Sicredi também é um grande apoiador, tenho portas abertas por lá. O Operário conquistou essa confiança, chegou a esse resultado e isso traz novas pessoas, novos apoiadores. Não foi o Gersinho, eu que pedi pra fechar os treinos para focarmos no jogo e tem dado certo. Nenhum patrocinador ligou me cobrando sobre isso, pois acreditam no nosso trabalho.

JM/aRede: O quanto da tua vida pessoal já foi suprimida pelo Operário? Isso pode fazer com que você deixe o comando do clube em um período próximo?

Góes: Eu faço as coisas do Operário porque gosto e isso me envolveu bastante. Porém, toma um pouco do meu tempo com as minhas empresas e na relação familiar. É uma questão de se programar e eu não me incomodo com isso. As vezes tem um pouco de ciúme. Onde eu vou todo mundo quer conversar, todo mundo quer abraçar, pois as pessoas são carentes dessas coisas e estão felizes com o momento do Operário, mas isso é natural.

JM: Você imagina que o projeto do Operário tem prazo de validade? O Grupo Gestor pensa em sucessão?

Góes: Toda e qualquer função tem que ter uma sucessão, assim como na minha empresa como também no clube. Eu tenho uma pessoa na diretoria que pensa como eu, tem a minha tranquilidade. Não adianta termos uma pessoa de fora, que seja bem remunerada, e isso não ter nenhum resultado. O Emilio é um baita profissional, é um cara tranquilo, que vai pela razão e é uma pessoa que pode me substituir. Prefiro formar alguém do que trazer de fora.

JM/aRede: Quais são os próximos passos do Operário Ferroviário?

Góes: A primeira coisa é fazer as reformas do Germano Krüger, e também o centro de treinamento. Nós estamos definindo sobre o local, pois temos questões de terraplanagem. As pessoas precisam entender que o sócio e ingresso não podem ser feitos só para lotar o estádio no final. O futebol custa e alguém tem que pagar. Teremos mais verbas para o próximo ano, mas o futebol tem o seu custo. A torcida em Ponta Grossa ainda está acanhada e estamos precisando desse apoio. Precisamos dar mais valor ao nosso clube.  Nossos torcedores que já estão conosco são fanáticos e estamos crescendo, trazendo crianças e criando uma nova geração, e eu fico muito feliz com isso. Estaremos mais fortes no próximo ano e espero iniciar a Série B tendo 10 mil sócios-torcedores.

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