aRede aRede aRede
aRede
Polícia investiga ‘ranking do sexo’ com o nome de 100 mulheres

Cotidiano

12 de janeiro de 2018 11:33

Da Redação

  • Comentários
    0 compartilhados
  • Imprimir

Relacionadas

Morre Gil Gomes aos 78 anos em São Paulo

Pesquisa mostra tendências dos eleitores no 2º turno

Cai número de deputados eleitos com votos próprios

Governo mantém horário de verão para 4 de novembro
Ibope aponta Bolsonaro com 59% e Haddad 41%
Cida envia à Alep proposta que mantém benefícios fiscais
Criança morre no PR após sofrer queimaduras
Polícia Civil abre investigação após 'ranking' que expõe intimidades sexuais e faz ofensas a mulheres Foto: Foto: Reprodução
PUBLICIDADE

Polícia Civil abre investigação após 'ranking' que expõe intimidades sexuais e faz ofensas a mulheres maiores e menores de idade, moradoras de Muzambinho, no Sul de Minas Gerais. O caso chegou na Polícia Civil, depois do conteúdo ter viralizado por meio de compartilhamentos no Whatsapp dos moradores da cidade que tem pouco mais de 20 mil habitantes. Além de nomes, a lista também atribui apelidos pejorativos às vítimas.

Segundo o delegado Silvio Sérgio Domingues, as mães das adolescentes citadas no ranking intitulado "TOP 100 Put...de Muzambinho" procuraram a polícia para registrar a ocorrência. "A maioria são meninas na faixa de 13 a 16 anos, as mães ficaram preocupadas e procuraram a polícia. Essa não é a primeira lista a viralizar. Já tiveram outras pejorativas com homossexuais, por exemplo", disse Domingues. Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil está investigando o autor que pode ser adolescentes que estudam com essas meninas citadas. "Já chegaram informações que dão conta que quem começou a lista foi um adolescente da escola da cidade, mas estamos apurando", disse. O delegado ainda conta que a lista já chegou na cidade de Monte Belo, Sul de Minas e que está sendo atualizada com o nome das moradoras de lá. 

O ranking

A lista, considerado machistas em comentários nas redes sociais, compartilhado traz o nome de mais de 100 mulheres de várias idades, casadas e solteiras, atribuindo a elas o adjetivo de prostituta. Em vários dos nomes, o autor atribui às mulheres posições sexuais e ofensas, como "só tem cara de santa", "a pior", "quem nunca", além de várias outras com palavrões. Segundo a Polícia Civil, alguns nomes são acompanhados de informações pessoais como nome dos pais, endereço, e até local de trabalho.

O delegado conta que várias vítimas procuraram a polícia para denunciar o caso. Domingues alerta que é preciso reunir todas que se sentirem lesadas para fazer o boletim de ocorrência. “Vamos reunir provas, capturas de telas, comentários, para tentar localizar quem começou com isso tudo. É difícil porque perde o controle, a lista começou com 70 nomes, hoje já temos 100", explica o delegado.

Silvio Sérgio Domingues ainda explica que os envolvidos podem responder por crimes como ameaça, calúnia, difamação, injúria e até falsa identidade, no caso de perfis falsos usados para compartilhar.

 Com informações do portal Minas Gerais

PUBLICIDADE
IVC Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização