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Municípios da região lideram na geração de riquezas na agricultura

Agronegócio

13 de setembro de 2018 21:25

Fernando Rogala

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/Foto: Divulgação
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Municípios da região dos Campos Gerais são destaque estadual quando o assunto é produção agrícola. Das dez cidades que mais geraram riquezas na agricultura no decorrer de 2017 no Paraná, quatro estão na região. Na liderança estadual aparece Tibagi, com R$ 775 milhões gerados no decorrer do ano. As informações são da Pesquisa Agropecuária Municipal, que tem como base o ano passado (PAM 2017), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A pesquisa é subdividida em dois setores: os cultivos permanentes e os temporários. Enquanto na primeira se enquadram produção de frutas, café, entre outros; enquanto na segunda estão os plantios da safra de inverno e verão, tais quais soja, milho, trigo, entre outros. Esse valor, de R$ 775 milhões é a soma de ambos. Apenas o valor dos cultivos temporários representa R$ 679 milhões, valor que é maior que a somatória de cada um dos municípios. 

Na segunda colocação no quesito agrícola (produção temporária) aparece outro município dos Campos Gerais, Castro. Mesmo sendo o município que mais produz leite no país, referência na área pecuária, destaca-se também na agricultura, com R$ 601 milhões gerados. Se também considerar os cultivos permanentes, esse valor sobe para R$ 673 milhões, perdendo uma posição para Cascavel, que dos R$ 552 milhões da agricultura passa para R$ 678 milhões no total.

Mesmo sendo uma cidade bastante industrializada, com uma área urbana bastante ampla, e áreas de preservação com reservas naturais, Ponta Grossa aparece nesse ranking. É a sexta colocada no quesito agricultura, com R$ 417,9 milhões gerados, e a sétima quando também há a contagem dos cultivos permanentes (R$ 453 milhões). Palmeira é a sétima em agricultura (R$ 413 milhões) e a oitava no geral (R$ 451 milhões).

O principal produto agrícola da região é a soja. Em Tibagi, município com maior área plantada desse cultivo (107 mil hectares), o rendimento superou a casa dos R$ 404 milhões. Nesse ranking aliás, entre os cinco, há mais dois municípios dos Campos Gerais: Castro, na terceira posição (R$ 337 milhões) e Ponta Grossa, a quinta cidade que mais gera riquezas em soja no Paraná, com R$ 306 milhões. Também compõem esse ranking Cascavel, na segunda colocação (R$ 380 milhões) e Toledo (R$ 308 milhões). Já no caso do milho, Tibagi é o sexto no Estado, com R$ 96,13 milhões gerados no decorrer do ano passado. O segundo município que mais produz riquezas com o milho na região é Castro, 11º no Paraná, com R$ 71,7 milhões.


Valor da produção agrícola do Brasil atinge R$ 319 bi

O valor da produção agrícola do país foi de R$ 319,6 bilhões em 2017, e a soja foi responsável por 35,1% desse total. Após sete anos de crescimento, houve queda de 0,6% no valor da produção, em relação a 2016, puxada pelo milho (-12,7%), feijão (-28,8%), batata inglesa (-50,9%) e trigo (-41,9%). A área plantada com as culturas investigadas pela PAM 2017 aumentou 2,1% em relação a 2016, e alcançou 79,0 milhões de hectares. O aumento da área e os ganhos de produtividade proporcionaram recordes no volume da soja e do milho, que cresceram 18,9% e 52,3%, respectivamente. 

Sorriso (MT) teve o maior valor de produção agrícola pelo terceiro ano consecutivo, com R$ 3,3 bilhões, uma alta de 2,4% em comparação a 2016. O município teve 1,0% de participação no total do valor de produção do país. O Sul aparece na segunda colocação entre as regiões, com R$ 85,6 bilhões, atrás da sudoeste (R$ 91 milhões) e à frente do Centro-Oeste (R$ 83,9 milhões). 

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