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Região concentra nove gigantes do agronegócio

Agronegócio

11 de julho de 2018 20:28

Fernando Rogala

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/Foto: Divulgação Frísia
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A região dos Campos Gerais sedia ou possui unidades de nove das 50 maiores empresas do agronegócio nacional. Três delas são cooperativas: Capal, Castrolanda e Frísia, todas fundadas em municípios da região. Já entre as outras, a grande maioria multinacionais, algumas têm mais de uma unidade, em Ponta Grossa e em outras cidades próximas. A lista é da edição brasileira de uma das mais renomadas publicações do mundo, a Revista Forbes. 

Algumas empresas (onze delas) não revelaram a sua receita bruta para a publicação, portanto é impossível trazer um ranking de qual é a maior. Contudo, entre as que revelaram a Raízen aparece no topo, com um valor de R$ 79,2 bilhões. Das que aparecem logo na sequência, ambas tem mais de uma planta industrial nos Campos Gerais, a BRF, cuja receita somou R$ 33,4 bilhões, e a Cargill, com um montante de R$ 33 bilhões em 2016. 

A BRF possui duas unidades, uma em Ponta Grossa, onde faz alimentos industrializados, como lasanhas, pizzas, sobremesas, entre outros, e outra em Carambeí, onde faz o processamento de frangos. Já da Cargill são três: uma moageira em Ponta Grossa, e uma fabricante de óleos industriais (a SGS Agricultura e Indústria, adquirida em 2016), também de Ponta Grossa. A outra é uma biorrefinaria, que utiliza milho, instalada no município de Castro. 

A Yara Fertilizantes é outra empresa na casa dos dois dígitos, com um faturamento de R$ 10,3 bilhões, com uma unidade na cidade de Ponta Grossa, nas proximidades do viaduto do Vendrami. Já a Klabin, listada com um faturamento de R$ 2,73 bilhões, possui a unidade Monte Alegre, em Telêmaco Borba, onde fabrica papel, e a de Ortigueira, onde foi instalada a Unidade Puma, que recebeu um investimento de R$ 8,5 bilhões para a produção de celulose.

Duas que também estão na região não divulgaram os valores. Entre elas está a Bunge, que tem uma moageira e um moinho de trigo na cidade de Ponta Grossa, enquanto que a Louis Dreyfus possui seu complexo de moagem de soja na cidade. Todas as unidades das multinacionais ficam às margens da BR-376.


Paraná mostra a grande força do cooperativismo

O Cooperativismo mostrou sua força no ranking. Entre as 50 empresas, 11 são cooperativas do Paraná. A maior delas, a Coamo. Entre as presentes na região dos Campos Gerais, a maior é a Castrolanda, de Castro, cujo valor da receita bruta em 2016 somou R$ 2,83 bilhões, o mesmo valor de outra cooperativa do Estado, a Frimesa. A Frísia, sediada em Carambeí, apareceu na sequência, a segunda principal, na casa de R$ 2,4 bilhões. Já a Capal apareceu na última colocação, com um valor de R$ 1,2 bilhão. As três cooperativas da região compõem a Unium, marca institucional que acompanhará todos os produtos comercializados no varejo e atacado pela intercooperação, seja na região ou até mesmo fora do Paraná.

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