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Custo do transporte de grãos em PG fica 51,3% mais alto

Agronegócio

28 de junho de 2018 20:02

Fernando Rogala

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/Foto: Cristiano barbosa
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O custo do frete, após o tabelamento dos preços, aumentou em mais de 50% para cargas a granel, especialmente ligadas ao agronegócio, que saem de Ponta Grossa com destino ao Porto de Paranaguá. Esse percentual foi revelado pelo estudo feito pelo Departamento Técnico e Econômico (Detec) da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema FAEP), com base nos valores trazidos pela Agência Nacional de Trânsito e Transporte (ANTT) e Esalq-log. Isso está fazendo muitas empresas e produtores rurais segurarem as cargas, até que haja alguma algum ajuste nos valores cobrados. Uma segunda reunião foi feita nesta quinta-feira (28), em Brasília, entre caminhoneiros e empresários, organizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, mas novamente não houve um acordo.

Sem esse acordo, permanece valendo a primeira tabela de fretes, que entrou em vigor com a publicação da Medida Provisória 832, a qual traz grandes variações em relação ao que era cobrado antes de sua implementação. Assim como tem casos em que o frete fica custando mais do que o dobro do que já era, em outros, alguns fretes ficaram mais baratos do que era praticado no mercado. Uma decisão sobre esse assunto agora só será tomada em agosto, no dia 27, para quando está marcada uma audiência pública, com especialistas, para buscar chegar a um acordo sobre esse tabelamento.

Com esse tabela do preço mínimo em vigor, o valor cobrado, por exemplo, para um caminhão bi-trem, de sete eixos, com capacidade de 38 toneladas, que sai de Ponta Grossa para Paranaguá com carga a granel, vai pagar R$ 2.686,20. Ao somar o pedágio total, de R$ 464,80 (neste caso está inclusa a obrigatoriedade de pagamento do frete de retorno, responsabilidade imputada pela ANTT), o valor total desse frete passará a custar R$ 3.151,00 para a empresa ou ao produtor rural. Com isso, o frete por tonelada passará a custar R$ 90,78, ou seja, 51,3% a mais do que os R$ 60 cobrados antes da aprovação da MP, segundo o estudo. 

Como explicou o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Ponta Grossa e Região (Sindiponta), Josmar Richter, o ideal seria a adoção uma tabela intermediária, corrigindo alguns erros em algumas cargas, principalmente para os veículos maiores. “E deveria haver mais detalhes, como uma tabela que contemple o período de carga e descarga, até pela estadia, e também levar em conta o valor agregado da mercadoria”, relatou Richter. 


Valor do frete chegou a dobrar em alguns casos

 A tabela que define os preços dos fretes entrou em vigor depois da greve dos caminhoneiros. Durante a negociação entre grevistas e governo, a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel e a definição dos valores fixos aos fretes foram os dois principais aspectos para a volta dos motoristas ao trabalho. Os valores engessados, no entanto, têm provocado efeitos colaterais negativos no campo, como aponta o estudo do Detec. Em um trajeto avaliado, por exemplo, entre Cascavel , no Oeste, e Paranaguá, no litoral do Estado, a elevação atingiu os 105,3%. Neste caso, o frete por tonelada passou de R$ 106,64 para R$ 218,98, totalizando R$ 7.614,60.

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