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Região gera R$ 10,6 bilhões em riquezas no agronegócio

Agronegócio

27 de junho de 2018 19:39

Fernando Rogala

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/Foto: arquivo JM
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O Valor Bruto da Produção Rural (VBP) dos 27 municípios da região dos Campos Gerais atingiu a marca de R$ 10,6 bilhões em 2017. A soma das riquezas geradas nos campos da região corresponde a 12,5% de tudo o que foi produzido no Estado do Paraná no ano passado. Castro mantém a posição de destaque estadual, registrando o terceiro maior valor em produção de riquezas na agricultura e na pecuária. Os números foram revelados no início desta semana pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (SEAB), cujo levantamento é realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral). 

Mesmo sendo 2017 o ano da ‘supersafra’, os resultados finais, de um modo geral, não foram positivos para o Estado do Paraná e para a região dos Campos Gerais. O valor registrado no Estado, de R$ 85,3 bilhões, é 3,94% inferior aos R$ 88,8 bilhões acumulados no ano anterior, 2016. Nos Campos Gerais também houve uma queda nessa média, de 3,8% (em 2016 foram gerados R$ 11,1 bilhões em riquezas na região). Quando o recorte é menor, englobando apenas os 18 municípios do núcleo regional do Deral, a redução foi um pouco menor, na casa de 1%, ao cair de R$ 8,13 bilhões para R$ 8,04 bilhões. 

Entre os municípios da região dos Campos Gerais, apenas nove (33,3% do montante) tiveram crescimento no VBP em 2017, enquanto que os outros 18 (66,6%) registraram uma queda. Os destaques positivos, que tiveram os maiores crescimentos no valor de produção foram Ortigueira, que elevou em 25% o montante, de R$ 379,9 milhões para R$ 475,2 milhões. Na sequência se destacaram Telêmaco Borba, com alta de 11,9% (de R$ 179,5 milhões para R$ 201,1 milhões) e São João do Triunfo, na casa de 10,6% (de R$ 275 milhões para R$ 304 milhões). No outro extremo, a maior redução foi de Fernandes Pinheiro, de 29,6%, ao reduzir de R$ 274,4 milhões para R$ 193 milhões. Também tiveram grandes quedas Ventania, de 21,1% (R$ 205,7 milhões para R$ 162,3 milhões) e Sengés, de 20,7% (baixa de R$ 225,7 milhões para R$ 178,8 milhões). 

No ranking regional, Castro permanece soberana, com um VBP de R$ 1,49 bilhão, valor que caiu 5,6% ante o montante registrado em 2016, R$ 1,58 bilhão. Na sequência se destacam Tibagi, com R$ 935 milhões, e Carambeí, R$ 705 milhões. Palmeira é a quarta (R$ 622,1 milhões) e Arapoti (R$ 562,8 milhões) a quinta, seguida por Piraí do Sul (R$ 548,7 milhões), a sexta e Ponta Grossa, a sétima (R$ 546,5 milhões). Ponta Grossa, aliás, teve uma das menores variações, de apenas 0,1% para menos, já que o valor acumulado em 2016 foi de R$ 547,1 milhões. 


Toledo foi a cidade que mais gerou riquezas no Paraná

O maior VBP do Estado do Paraná, entre os municípios, foi registrado por Toledo. Considerada a ‘Capital do Agronegócio do Paraná’, a cidade, localizada no Oeste do Paraná atingiu um VBP de R$ 2,16 bilhões. Da mesma forma que a média estadual, houve uma queda na comparação com 2016, quando registrou R$ 2,18 bilhões. Na segunda colocação se destacou Cascavel, com VBP de R$ 1,54 bilhão, valor o qual, contudo, é 9,7% inferior ao valor de R$ 1,69 bilhão em 2016. Depois de Castro, na terceira colocação, destaque para Marechal Cândido Rondon, com R$ 954 milhões, seguida de perto por Tibagi, a quinta principal do Paraná, com um VBP de R$ 935 milhões.


Cidade Valor 

Castro R$ 1,49 bi

Tibagi R$ 935,1 mi

Carambeí R$ 705 mi

Palmeira R$ 622,1 mi

Arapoti R$ 562,8 mi

Piraí do Sul R$ 548,7 mi

Ponta Grossa R$ 546,5 mi

Ortigueira R$ 475,2 mi

Prudentópolis R$ 472,9 mi

Irati     R$ 447,1 mi 

Teixeira Soares R$ 389,4 mi

Reserva     R$ 366 mi

Imbituva R$ 350,4 mi

Ipiranga R$ 306 mi

São João do Triunfo R$ 304 mi

Jaguariaíva R$ 296,9 mi

Cândido de Abreu R$ 250,6 mi

Rebouças R$ 229,5 mi

Ivaí     R$ 224,3 mi

Telêmaco Borba R$ 201,1 mi

Fernandes Pinheiro R$ 193 mi

Sengés R$ 178,8 mi

Ventania R$ 162,3 mi

Curiúva     R$ 159,5 mi

Guamiranga R$ 147,8 mi

Porto Amazonas R$ 81,1 mi

Imbaú     R$ 40,5 mi

Total R$ 10,69 bi



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