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Agronegócio

Fim da vacinação contra Aftosa no PR impulsionará exportações

Fernando Rogala | Agronegócio | 08/11/2017 as 20:15h / Imagem: aRede

Com o objetivo de revelar os prós e contras a respeito do reconhecimento do Paraná livre da Febre Aftosa sem vacinação, um evento será realizado em Ponta Grossa, nesta quinta-feira (9). Com a presença do Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB), Norberto Ortigara, e do Diretor Presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Inácio Kroetz, está marcada para as 15 horas, na sede da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (Acipg), a 1ª reunião do “Programa Nacional de Febre Aftosa – Paraná Livre da Febre Aftosa Sem Vacinação”. O evento foi organizado pela própria entidade, com o apoio da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Sindicato Rural de Ponta Grossa e secretaria municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Edilson Gorte, diretor rural da Acipg e presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa, afirma que ainda há muitas dúvidas sobre os benefícios que esse reconhecimento ao Estado pode trazer, assim como sobre alguns ônus. “Por isso a ideia foi trazer todas as pessoas envolvidas, para que eles digam, expliquem aos interessados o que é e o que não é, mostrando, por exemplo, como é o caso de Santa Catarina hoje, quais as vantagens em ser um estado livre sem vacinação”, esclarece Gorte. Foram convidados os associados dos sindicatos e sociedades rurais de toda a região, cooperativas, instituições de ensino, entre outros. São esperadas, pelo menos, 70 pessoas. 

Entre as medidas apontadas como ‘negativas’ estará a impossibilidade de trânsito de animais entre o Paraná, por exemplo, e o Mato Grosso do Sul; assim como do Paraguai. Porém, entre os benefícios, Gorte ressalta a maior participação no mercado internacional. “Com o Paraná livre, sem vacinação, a procura pela pecuária do Paraná vai crescer, principalmente nos ramos avícolas e suínos. Fala-se em dobrar a exportação do agronegócio do Paraná; isso vai levar mais porco e frango para o exterior”, explica o diretor rural da Acipg. 

O processo, segundo Gorte relata, ainda deverá levar praticamente dois anos para que o Estado seja chancelado livre da Febre Aftosa sem vacinação. A última fase de vacinação prevista no Estado deverá ocorrer em maio do próximo ano. “A partir daí, passaria o restante de 2018 e 2019 sem vacinar. Se não surgir focos de Aftosa até junho de 2019, somos qualificados. Para ganhar esse certificado, temos que passar por um ano sem vacinação”, explica. Com isso, a partir de 2018, só poderão chegar no Paraná animais de Santa Catarina. 


Auditoria foi solicitada em agosto

Em agosto, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento e a Adapar solicitaram ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento uma auditoria para atestar o Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. De acordo com Norberto Ortigara, ao tornar o estado área livre da doença sem vacinação, o objetivo é alcançar mercados mais disputados e valiosos, um desafio que provocará uma transformação no setor produtivo de proteínas animais no Paraná. Ainda segundo elo Secretário, 65% do mercado suíno no mundo não compra carne suína do Brasil porque o país ainda vacina contra febre aftosa.


Vacinação

Desde quarta-feira, 1º de novembro, está ocorrendo a segunda fase campanha de vacinação contra a febre aftosa, em todas unidades da federação, exceto Santa Catarina, que já é livre da doença sem vacinação. De acordo com o calendário nacional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de vacinação de bovinos e bubalinos a imunização se estenderá até 30 de novembro.


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